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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rachel Marques e Osmar Baquit trocam farpas na Assembleia Legislativa


O motivo da discussão foi o presidente estadual do PT, Ilário Marques, e a administração de Quixadá, cidade da qual o petista foi prefeito por duas gestões e elegeu sucessor no ano passado, Rômulo Carneiro. Na sessão de ontem, o deputado Osmar Baquit (PSDB) levou à tribuna uma série de denúncias sobre as gestões do município.

Dentre as irregularidades, Osmar declarou que a Prefeitura de Quixadá teria gasto R$ 425 mil em combustível para apenas um carro. O tucano disse ainda que o atual secretário de Urbanismo do município, Paulo Stênio, teria alugado um carro para uso do órgão, mas que na verdade o veículo pertenceria ao pai do secretário. “O Jipe foi alugado por R$ 13 mil para tirar o entulho de um hospital. O aluguel foi mais caro do que o valor do carro”, destacou o parlamentar.

Depois das primeiras acusações de Osmar, a deputada Rachel Marques (PT), esposa de Ilário Marques, se empenhou para defender o marido. Ela disse ainda que as acusações de Osmar eram apenas “insinuações”, pois ele não tinha provas para apresentar contra Ilário ou contra a Prefeitura de Quixadá.


Rachel respondeu às acusações contra Paulo Stênio informando que Osmar teria tido acesso somente à prestação de contas da gestão passada e “saiu somando os valores” para afirmar que R$ 425 mil foram usados em um carro apenas. “Certamente esse dinheiro não é de um carro só”, ressaltou a petista.

Depois que Rachel se adiantou para defender o marido, Osmar Baquit se esforçou para tentar conseguir mais tempo para falar na tribuna da Casa. E conseguiu. Ele voltou a se pronunciar dessa vez num tom ainda mais crítico. Irritado, o tucano disse que as campanhas para a Prefeitura de Quixadá foram milionárias e que, inclusive, dinheiro do mensalão teria sido utilizado.

Osmar disse que suas denúncias não eram apenas insinuações, mas “corrupção”. O tucano teceu várias críticas a Ilário Marques e ao PT e destacou: “Aquilo é um ‘malaca’”, referindo-se a Ilário. Ao final das palavras, Osmar chamou o presidente estadual do PT de “petistazinho”.

Em meio à discussão, Osmar lembrou os reclames que Ilário Marques tem recebido inclusive da base petista diante de sua postura individual dentro da legenda, como noticiou O Estado em entrevista exclusiva com o deputado federal José Guimarães (PT), e provocou: “O Ilário é aquele presidente do PT que para se dar bem faz acordo com Deus e o diabo. Ele queria ser o interlocutor do PT com Cid, mas ele não é confiável.”

Em defesa de Ilário, Rachel lembrou que a cidade elegeu Ilário e o PT por mais de uma vez e isso revela que o trabalho desempenhado foi bom para a população. Segundo ela, todos os anos o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) tem aprovado as contas da cidade. “Se Vossa Excelência [Osmar Baquit] está achando que existe alguma coisa errada faça uma denúncia ao TCM”, protestou a deputada alertando também: “Se tem que fazer esse tipo de análise, faça com responsabilidade”.

» Os documentos. o final da discussão, a reportagem do jornal O Estado tentou conseguir de Osmar as cópias dos documentos que ele havia levado para a tribuna durante as denúncias, para que valores e datas fossem especificados na matéria, todavia, o tucano disse que não poderia entregá-los no momento. Na tribuna, o parlamentar informou que na próxima terça-feira levaria mais documentos para provar as acusações.

Fonte: Jornal O estado

2 comentários:

Jaqueline disse...

Jaqueline
Quixada-ce
jaquelinebrilhante@hotmail.com

Na minha opiniao o deputado Osmar Baquit deveria procurar fazer alguma coisa util as pessoas.Não ficar fazendo acusaçoes que ele nao pode provar,isso tudo é porque o candidato dele nao se elegeu.
A tempo que vejo que o deputado
so se preocupa com o Ilario,que ao contrario ele deveria fazer algo pela cidade,ja que esta tao preocupado com o dinheiro.

DIÁRIO CENTRAL disse...

Prezada Jaqueline;

Agradecemos o seu comentário, sobre a sua critica ao Dep. Osmar não temos posicionamento. Fica o espaço cedido para que o mesmo ou sua acessória responda caso queira. Mas o que estranha é que as contas foram aprovadas pelo TCM e a oposição não viu na Câmara. Fazer movimento pode ter sim caráter político tendo em vista a sua posição na possível indicação ao senado.

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